Influência digital não é sorte. É trabalho.
- Igor Graciano
- há 1 dia
- 2 min de leitura
Durante anos, a influência digital foi tratada como algo passageiro, informal ou fruto do acaso. Crescer nas redes era visto como “dar sorte”, viralizar era interpretado como coincidência e viver de conteúdo era encarado como exceção.
Essa narrativa, porém, nunca correspondeu à realidade de quem está dentro do mercado.

A influência digital se consolidou como um setor econômico estruturado, que movimenta bilhões, gera empregos diretos e indiretos e influencia decisões de consumo, comportamento e cultura. Nada disso acontece por acaso.
Criar conteúdo profissional exige:
planejamento estratégico
consistência de produção
domínio de plataformas e métricas
capacidade de comunicação
negociação comercial
gestão de imagem e reputação
Além disso, o criador assume riscos que poucos enxergam: instabilidade de receita, mudanças de algoritmo, exposição pública e ausência histórica de proteção jurídica.
Durante muito tempo, o problema não foi a atividade em si, foi a falta de reconhecimento institucional. Sem regras claras, o trabalho parecia informal. Sem enquadramento, parecia improviso. Sem representação, parecia sorte.
Esse cenário começa a mudar quando a influência digital passa a ser reconhecida como profissão e atividade econômica legítima. A regulamentação não surge para engessar a criatividade, mas para dar segurança, clareza e dignidade ao exercício profissional.
Influenciadores não “dão sorte”.Eles constroem audiência.Eles geram valor.Eles impactam mercados.
Reconhecer isso é essencial não apenas para os criadores, mas também para marcas, plataformas, investidores e para o próprio Estado.
A ABRID atua nesse ponto de amadurecimento do setor, promovendo ética, transparência, profissionalização e representatividade institucional da influência digital no Brasil e no exterior.
Mais do que defender criadores, a ABRID trabalha para estruturar um ecossistema sustentável, onde o talento seja valorizado, o trabalho reconhecido e a atividade respeitada.
Influência digital não é sorte.É trabalho.E trabalho precisa de reconhecimento.




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